A cadeia do vinho no Brasil ganhou uma nova referência estatística para acompanhar sua dimensão produtiva, empresarial e comercial. Publicado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em 8 de setembro de 2026, o Anuário do Vinho 2026 reúne informações referentes ao desempenho do setor ao longo de 2025.
O levantamento mostra que o país contava com 965 vinícolas registradas, distribuídas por 327 municípios. Também foram contabilizados 16.258 vinhos registrados no Sistema Integrado de Produtos e Estabelecimentos Agropecuários (Sipeagro), base utilizada para acompanhar estabelecimentos e produtos regularizados no setor.
De acordo com a notícia publicada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, os dados do anuário foram organizados a partir de informações oficiais relacionadas à produção, ao cadastro de produtos, ao mercado de trabalho e ao comércio exterior. A publicação permite observar como a atividade está distribuída pelo território nacional.
Rio Grande do Sul concentra os principais registros
O Rio Grande do Sul aparece como o principal polo da vitivinicultura brasileira no levantamento. O estado reunia 600 estabelecimentos registrados e 10.855 produtos cadastrados no Sipeagro em 2025. A concentração reforça a relevância da Serra Gaúcha e de outros territórios gaúchos para a produção, a elaboração e a estrutura empresarial ligada ao vinho no país.
Santa Catarina e São Paulo aparecem na sequência entre os estados com maior número de vinícolas e registros de produtos. Embora o anuário destaque a liderança gaúcha, a presença de estabelecimentos em diferentes estados indica que a atividade vitivinícola brasileira não está limitada a um único território. O conjunto de 327 municípios registrados também evidencia a distribuição geográfica da cadeia.
Para leitores interessados em vinícolas e enoturismo, esse recorte ajuda a dimensionar a presença do setor em distintas regiões. A quantidade de municípios envolvidos oferece um retrato mais amplo do que apenas os principais centros produtores, incluindo localidades onde a produção de vinhos integra a economia e a identidade regional.
Produção supera 300 milhões de litros
Segundo os dados reunidos no anuário, a produção declarada de vinho ultrapassou 300 milhões de litros em 2025. O volume representa uma medida da capacidade produtiva informada pelas empresas e estabelecimentos do setor no período de referência da publicação.
A atividade também respondeu por 7.361 empregos diretos. O número inclui postos associados diretamente à cadeia produtiva e contribui para mostrar o peso econômico da vitivinicultura além do resultado obtido nas garrafas comercializadas. A combinação entre estabelecimentos registrados, produtos cadastrados e empregos ajuda a formar um panorama mais abrangente do setor brasileiro.
O Repositório Institucional do Mapa identifica a publicação como o “Anuário do Vinho 2026: ano referência 2025”. A indicação do ano de referência é importante porque a divulgação ocorreu em 2026, mas os números de produção, registros, empregos e comércio exterior apresentados no estudo correspondem ao ano anterior.
Importações superam exportações em volume
Os dados de comércio exterior mostram uma diferença significativa entre as entradas e saídas de vinho. Em 2025, as exportações brasileiras somaram 7,35 milhões de litros, enquanto as importações alcançaram 165,66 milhões de litros.
Os números colocam o mercado brasileiro em uma posição de forte dependência do produto importado quando a comparação é feita pelo volume comercializado internacionalmente. Ao mesmo tempo, a existência de exportações demonstra a participação de vinhos brasileiros no comércio exterior, ainda que em escala menor do que a registrada nas importações.
O anuário foi elaborado com informações de bases como o Sipeagro, o Comex Stat, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o Novo Caged. A reunião dessas fontes permite cruzar dados de registros, produção, comércio e emprego, oferecendo uma visão mais estruturada sobre a cadeia do vinho no Brasil.
Referência para acompanhar o setor
A primeira edição do Anuário do Vinho estabelece uma base para acompanhar a evolução da vitivinicultura brasileira nos próximos anos. A atualização de indicadores como número de vinícolas, produtos registrados, produção, empregos e fluxos de comércio poderá ajudar a identificar mudanças na distribuição regional e no desempenho do mercado.
Para o consumidor, profissionais do setor e destinos de enoturismo, os dados também contribuem para compreender a escala da atividade e a diversidade de polos produtores. O levantamento de 2025 combina a liderança histórica do Rio Grande do Sul com a presença de vinícolas em outras partes do país, compondo um retrato nacional da produção brasileira de vinhos.
