Por que o consórcio não cobra juros como um financiamento? Entenda com o empresário Tiago Oliva Schietti

Pavel Koravin
Pavel Koravin Pavel Koravin
5 Min de leitura
Tiago Oliva Schietti

O consórcio funciona como uma alternativa consistente para quem deseja adquirir um bem sem recorrer ao crédito bancário tradicional. O empresário Tiago Oliva Schietti expõe que, diferente do financiamento, esse modelo não cobra juros sobre o valor contratado, o que costuma gerar dúvidas em quem está conhecendo o sistema pela primeira vez.

Isto posto, o modelo funciona a partir de um princípio simples: um grupo de pessoas se une para formar um fundo comum, e cada integrante contribui mensalmente até que todos sejam contemplados. Quer entender como essa lógica dispensa os juros e o que isso muda na prática? Continue a leitura.

Como funciona o autofinanciamento coletivo no consórcio?

No consórcio, não existe uma instituição financeira emprestando dinheiro e cobrando remuneração por isso. De acordo com Tiago Oliva Schietti, o grupo de participantes forma, junto, o capital necessário para que cada um adquira o bem desejado, seja um imóvel, um veículo ou outro item de alto valor. 

Essa é a diferença estrutural que explica a ausência de juros: o dinheiro que circula pertence aos próprios participantes, não a um terceiro que precisa lucrar com o empréstimo. Ou seja, a administradora entra apenas como organizadora do processo, e não como credora.

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Por que o consórcio dispensa a cobrança de juros?

Conforme pontua o empresário Tiago Oliva Schietti, juros existem quando alguém empresta capital que não é seu e precisa ser remunerado pelo risco e pelo tempo de espera. No consórcio, esse cenário simplesmente não se aplica, porque o recurso usado para contemplar cada participante vem do próprio grupo, mês a mês. Fundado nisso, o consorciado não está pegando dinheiro emprestado de ninguém; ele está antecipando ou aguardando o acesso a um fundo que ele mesmo ajuda a construir.

Tiago Oliva Schietti
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O que diferencia o consórcio do financiamento tradicional?

Enquanto o financiamento envolve uma instituição bancária disponibilizando capital de terceiros, com juros embutidos nas parcelas, o consórcio distribui o custo do grupo entre seus próprios membros. Isso resulta em parcelas compostas por elementos bem definidos:

  • Uma parte proporcional ao valor do bem escolhido;
  • A taxa de administração, que remunera a organizadora do grupo;
  • O fundo de reserva, usado para cobrir eventuais inadimplências;
  • O seguro, quando contratado, que protege o grupo em casos específicos.

Essa composição evidencia que o consorciado paga pela organização do processo e pela segurança coletiva, não por juros sobre um valor emprestado. É essa diferença que costuma surpreender quem compara os dois modelos pela primeira vez.

Quais fatores compõem o custo real do consórcio?

Ainda que não haja juros, o consórcio tem custos, e ignorá-los seria um erro de análise. A taxa de administração, por exemplo, varia conforme a administradora e o segmento do bem, e influencia diretamente o valor total pago ao longo do prazo contratado. Tiago Oliva Schietti ressalta que compreender essa composição de custos é essencial para decidir com segurança entre consórcio e financiamento. Logo, comparar apenas a ausência de juros, sem observar taxas e prazos, pode levar a conclusões precipitadas sobre qual opção é realmente mais vantajosa para cada perfil de comprador.

O modelo coletivo muda a forma de planejar uma compra

Entender a lógica do consórcio exige abandonar a comparação direta com o crédito bancário. Trata-se de um sistema baseado em cooperação financeira, em que o tempo de espera pela contemplação substitui o custo do dinheiro emprestado, e essa troca é o que sustenta a ausência de juros.

No final das contas, essa mudança de perspectiva é o que permite avaliar o consórcio com mais clareza: não como um substituto do financiamento, mas como um caminho distinto para quem valoriza planejamento e está disposto a esperar pela contemplação sem pagar juros por isso.

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