Icônica loja de vinhos em Nova York corre o risco de fechar as portas

Giampiero Rosmo
Giampiero Rosmo Giampiero Rosmo
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A icônica loja de vinhos Sherry-Lehmann, domina o cenário de Nova York desde 1934 e, segundo fontes do jornal New York Post, corre o risco de fechar as portas após 88 anos de trabalho.

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Segundo a reportagem, a empresa é hoje a nona maior devedora de impostos sobre vendas do estado de Nova York, somando uma dívida que chega ultrapassa os 3 milhões de dólares. Além das dívidas fiscais, um ousado plano para expandir os negócios pelos Estados Unidos ruíram com as finanças da empresa.

De acordo com fontes ouvidas pelo New York Post, a empresa teve em 2018 um ano espetacular com receitas que chegaram aos 42 milhões de dólares e a Sherry-Lehmann mantinha um ônibus que buscava caixas e mais caixas de vinhos em médias três vezes ao dia do depósito para a loja. Porém, agora, o depósito já precisou ser vendido e, apesar de planos para um novo depósito, as receitas despencaram com a pandemia, a mudança do hábito de compras dos nova iorquinos e as más decisões.

Fundada em 1934 por Sam Aaron e seu irmão, Jack – um contrabandista de renome durante a Lei Seca – a Sherry-Lehmann construiu uma reputação como uma porta de entrada para o mercado dos Estados Unidos para grandes vinícolas francesas.

Más decisões comerciais, no entanto, são apontadas como o estopim da situação financeira da loja. A maior, seria a decisão de, em 2007, deixar seu antigo endereço em Manhattan na Madison Avenue – onde possuía imóvel próprio e estava há mais de 60 anos. Coincidência ou não, essa mudança ocorreu ogo após a saída do último administrador da família Aaron, Michael Aaron.

Em seu atual espaço de três andares e 880 metros quadrados na esquina da Park Avenue com a East 59th Street, Sherry-Lehmann paga quase 2 milhões de dólares em aluguel anual, disse uma fonte com conhecimento do negócio ao New York Post.

A reportagem do jornal que esteve na loja nas últimas semanas encontrou prateleiras sem vinhos, garrafas empoeiradas e poucos clientes.

Os investimentos feitos para restaurar o glamour da loja, segundo as fontes ouvidas pelo jornal, não estão sendo suficientes e a loja que sempre abriu as finais de semana, agora, fechada, ostentava em pleno sábado uma placa com os dizeres: “Por favor, perdoe nossa aparência enquanto melhoramos”

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