De que forma a cultura de segurança no Brasil influencia a atuação da engenharia de segurança do trabalho?  

Igor Semyonov
Igor Semyonov Igor Semyonov
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Ricardo Chimirri Candia analisa como a cultura de segurança no Brasil molda práticas e decisões na engenharia de segurança do trabalho.

Conforme o engenheiro Ricardo Chimirri Candia, a segurança no ambiente de trabalho vai muito além do cumprimento de normas: ela reflete valores, hábitos e a forma como uma sociedade enxerga a prevenção de riscos. No Brasil, essa percepção ainda está em constante evolução e impacta diretamente o trabalho dos profissionais que atuam na área. Quando a prevenção é tratada como prioridade, os resultados vão além da redução de acidentes: incluem maior produtividade, motivação dos colaboradores e até ganho de competitividade no mercado. 

Mas o que acontece quando a cultura de segurança é frágil ou negligenciada? Como esse cenário interfere na atuação da engenharia de segurança do trabalho no Brasil? A resposta exige analisar de perto o contexto social, econômico e legal do país, além do papel transformador dos engenheiros de segurança. Continue a leitura e descubra de que forma esses elementos se conectam e moldam a realidade das empresas brasileiras.

O que é cultura de segurança e por que ela é relevante?

A cultura de segurança representa o conjunto de valores, percepções e comportamentos compartilhados por trabalhadores e gestores em relação à prevenção de acidentes e à promoção da saúde ocupacional. No Brasil, ela está intimamente ligada a fatores sociais, econômicos e educacionais. Como destaca Ricardo Chimirri Candia, a maturidade dessa cultura influencia diretamente o sucesso das ações implementadas pela engenharia de segurança do trabalho.

A influência da cultura de segurança brasileira na atuação da engenharia de segurança do trabalho é destacada por Ricardo Chimirri Candia.
A influência da cultura de segurança brasileira na atuação da engenharia de segurança do trabalho é destacada por Ricardo Chimirri Candia.

O Brasil possui legislação robusta relacionada à saúde e segurança ocupacional, como a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e as Normas Regulamentadoras (NRs). Apesar disso, a aplicação prática dessas normas ainda enfrenta desafios. A fiscalização insuficiente, a informalidade do trabalho e a desigualdade social criam obstáculos para a consolidação de uma cultura preventiva eficaz. Esses fatores fazem com que a engenharia de segurança do trabalho precise atuar não apenas de maneira técnica, mas também educativa.

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Como a percepção de risco influencia as estratégias de prevenção?

A percepção de risco no ambiente laboral é um reflexo direto da cultura de segurança existente. Em empresas onde essa cultura é valorizada, trabalhadores tendem a identificar perigos com mais facilidade e a adotar comportamentos preventivos. Já em contextos onde a segurança é vista apenas como uma exigência legal, as práticas podem se tornar superficiais.

A engenharia de segurança do trabalho precisa adaptar suas estratégias a essa realidade, aplicando metodologias de gestão de risco que considerem o fator humano como central no processo de prevenção. Ricardo Chimirri Candia aponta que entre os principais desafios, destacam-se:

  • Educação e conscientização: muitas vezes, trabalhadores não recebem treinamento adequado ou o encaram como mera formalidade.
  • Resistência à mudança: parte da cultura organizacional ainda valoriza a produtividade acima da segurança.
  • Custo percebido: alguns gestores enxergam investimentos em segurança como despesas, e não como medidas estratégicas de longo prazo.

Conforme observa o engenheiro Ricardo Chimirri Candia, superar esses obstáculos exige não apenas conhecimento técnico, mas também habilidades de comunicação e liderança, capazes de engajar todos os níveis da empresa.

Qual o futuro da cultura de segurança no Brasil?

A cultura de segurança no Brasil está em processo de amadurecimento, e sua evolução depende da atuação conjunta de governos, empresas e profissionais de engenharia de segurança do trabalho. O papel do engenheiro é essencial para transformar comportamentos, alinhar práticas às exigências legais e, principalmente, promover ambientes de trabalho mais seguros.

O engenheiro Ricardo Chimirri Candia ressalta que a consolidação dessa cultura será determinante para reduzir índices de acidentes e doenças ocupacionais. Assim, investir em segurança não é apenas cumprir normas, mas sim proteger vidas, valorizar profissionais e garantir a sustentabilidade das organizações no longo prazo.

Autor: Igor Semyonov

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